Posterous theme by Cory Watilo

Novos Nook e Kobo são tentadores

A notícia é da semana passada, mas não dava para deixá-la passar em branco nesta minha volta ao blog.

Com diferença de apenas um dia, a Kobo e a Barnes & Noble anunciaram seus novos leitores de e-book com tela eletrônica — ambos com características bem parecidas, a principal delas sendo a tela de toque.

Tanto o Nook Simple Touch Reader quanto o Kobo eReader Touch têm um design limpo e elegante, cortesia da eliminação do teclado físico, que trouxe como vantagem adicional a significativa redução do tamanho dos aparelhos: o Kobo mede 11,4 × 16,5 cm; o Nook, 12,7 × 16,5 cm; o Kindle, 12,2 × 19 cm. Se lembrarmos que as telas dos três aparelhos têm as mesmas seis polegadas, o formato compacto dos novos leitores torna-os bem mais atraentes que a atual versão do Kindle.

Outras vantagens dos novos equipamentos em relação ao aparelho da Amazon são o menor peso (200, 212 e 247 gramas para Kobo, Nook e Kindle, respectivamente) e a porta para cartões externos de memória, embora esse recurso não seja assim tão importante, considerando-se o diminuto tamanho da maioria dos livros eletrônicos.

Já em relação à duração da bateria, as informações dos fabricantes não podem ser levadas muito a sério. Exemplo disso está na página de especificações do Kobo: no dia do anúncio, a página indicava 15 dias de bateria; agora, apregoa 30 dias, o mesmo que o Kindle. A Barnes & Noble alardeia para seu novo Nook uma bateria com duração de 60 dias, o que, se for real, é realmente um item a ser levado em conta como critério de desempate entre os novos lançamentos. Como eu disse, não dá muito para confiar nesses números, mas acredito que a bateria do Kobo deva durar menos que a do Kindle, e a do Kindle menos que a do Nook. 

Sem dúvida, a grande novidade dos novos leitores é a implementação da tela de toque, recurso até então exclusivo dos leitores da Sony. Não há como negar que esse seja o futuro dos leitores de e-books com tinta eletrônica. O teclado físico do Kindle é desajeitado para digitar caracteres alfabéticos, complicado para digitar números ou símbolos e, o pior, não permite a entrada de caracteres acentuados. Todos esses problemas desaparecem quando se dispõe de teclados virtuais. Embora eu acredite que os atuais teclados virtuais do Nook e do Kobo não permitem acentos, isso pode ser futuramente incorporado via atualização de sistema, mudança impossível de se fazer num teclado físico.

Uma diferença importante entre os dois novos leitores é a existência de botões físicos para avançar e retroceder páginas no Nook — se bem que, a julgar pelas fotos, eles parecem ser menos confortáveis que os excelentes botões do Kindle. Uma pena que o pessoal da Kobo tenha se deslumbrado com a idéia de um leitor navegado totalmente por toque na tela e descartado um recurso que, na prática, é muito mais importante do que parece.

Seja como for, os dois novos equipamentos são extremamente tentadores, ainda mais pelo preço competitivo: US$ 130 o Kobo, US$ 139 o Nook (o mesmo que o Kindle). Eu, se tivesse de escolher, optaria pelo Nook, devido à maior duração da bateria e aos botões de mudança de página. A única coisa que me desagrada no leitor da Barnes & Noble é a proporção de suas dimensões: parece "quadrado" em relação aos concorrentes, mais longilíneos.

Evidentemente, a Amazon não vai ficar quieta, esperando os rivais assolarem o mercado com seus avançados e baratos lançamentos. Há boatos de que neste início de junho teremos o anúncio do Kindle em versão tablet, com tela colorida iluminada. Quem sabe não venha também uma opção com tinta eletrônica e tela de toque, para botar ainda mais fogo nessa esquentada disputa?